ELISABETH  D'ESPÉRANCE
A GRANDE MÉDIUM INGLESA

HELGORINA CUNHA

"Na verdade, eu não" ver "não as pessoas que eu chamar, eu não" ouvir "não, e honestamente, eu realmente não sei como posso desenhá-los. Eu senti-los, simplesmente. Há também algo que se assemelha ao que é chamado de "controle automático", como se alguém estivesse guiando minha mão e me ajudou a desenhar ". "É como se a pessoa que eu desenho - com o seu físico e personalidade LOD ALOJAMENTO tornou-se uma parte de mim, e eu tento traduzir mais eu sinto que o que eu vejo às vezes, quando eu começar um. era, eu não sei mesmo se a pessoa vai ser uma mulher ou um homem. "

Desenhos mediúnicos de Fernand Desmoulin foram feitas durante um interlúdio febril que durou apenas de 1900 a 1902. A onda de espiritualismo que oprimiu o tempo oferecido neste artista complexo, asfixiados pela sua actividade como pintor e escritor acadêmico, um sopro libertador , tendo um trabalho mediunidade excepcional, magnético, por vezes violento, ao qual o próprio André Breton teria quis prestar homenagem por uma publicação que apenas sua morte prevenida. Freud tinha acabado de publicar A Interpretação dos Sonhos, enquanto o novo século se passou desde a conversa com a vida após a morte na exploração do inconsciente. cachos de cabelo rosto enevoadas, psique febril rejeitado com relâmpagos escrita, linhas sinuosas, quadro gossamer, osciloscópio mental, a obra de Fernand Desmoulin impressionante pela sua riqueza incrível, a grande intrusão deste último no que Henry Michaux chama de "espaço interior", as vozes interiores, virtual testemunhou um conflito psique pesado que o dos artistas mais inovadores espiritualistas feitas. A produção que, livre da camisa de força normativa do seu autor, aqui vem o arquipélago de art brut. Christian Berst e Christophe Gaillard

A médium viveu em meio dos casos mais estranhos, desde a mais tenra idade, pois, em suas memórias, ela descreve as suas aventuras com Espíritos de aparência infantil, que com ela brincavam, altercavam-se e logo após se reconciliavam. Suas faculdades mediúnicas foram das mais portentosas e se intensificaram com o decorrer dos anos, especialmente no campo das materializações, onde conseguiu resultados verdadeiramente impressionantes.


Na obscuridade escrevia respostas as mais sofisticadas às questões formuladas por pessoas que as buscavam em uma biblioteca inteira. Tais indagações eram formuladas de forma aleatória, em inglês, alemão ou latim e mereciam respostas no mesmo idioma, sem qualquer espécie de erro de estilo ou de gramática.
Por seu intermédio encetaram-se várias e freqüentes experiências com o Espírito de belíssima jovem árabe, de negra e ondulada cabeleira, de pele morena e muito graciosa.


Demonstrou notável capacidade nos fenômenos de materializações, principalmente na formação de plantas que passavam a ter prolongada duração e que eram colocadas em jardins.

Maurice Quentin Delatour, mais comumente chamado Quentin de La Tour, nasceu 05 setembro de 1704 em Saint-Quentin, morreu 17 de fevereiro de 1788, na mesma cidade, é um pintor pastel francês (para não ser confundido com Georges de La Tour, pintor século anterior, nem Henri Fantin-Latour, seguindo pintor do século.) Vindo de um fundo culta, seu sobrenome original é "Delatour" que usam torcido em "La Tour". Ele foi para Paris, entre 1719 e 1722 em uma pequena academia de pintura. Desde 1722, mudou-se como pintor. Ele conhece Louis e Jean Boullongne Restout, com este a ter uma grande influência sobre ele. Em 1735, pintou o retrato de Voltaire em pastel, o que lhe garantiu grande fama. Ele pintou depois diferentes retratos de Louis XV e sua família e sua comitiva, tornando-se, com Jean-Marc Nattier e Elisabeth Vigee-Lebrun, os favoritos dos artistas da corte. Em seguida, é apelidado de "o príncipe dos pastéis." Em 1750, foi nomeado assessor da Academia Real de Pintura e Escultura. Não se sabe se ele inicialmente praticada pintura a óleo, pastéis só foram preservados. Seu método de fixação em pó tem sido, infelizmente, perdeu. Como os grandes retratistas de seu tempo (Jean-Étienne Liotard, Rosalba Carriera, Jean-Baptiste Perronneau, Joseph Boze ou mesmo Jean Siméon Chardin), Maurice Quentin de la Tour escolheu o Retrato "natural" da vida: o olho tópico brilha, é, na maioria das vezes, sorridente e agradável, de modo que pode-se facilmente imaginar ter na frente de você e sabe bem. Este efeito é principalmente o resultado da habilidade do artista.

Raymond Auguste Quinsac Monvoisin

Bernard de Palissy

Apesar de sua eficiência no receituário, foi um sofredor, portador de asma, e que compreendia ser essa a sua provação. Apesar de todos os sofrimentos, era alegre e brincalhão, e por muitos considerado uma criança grande. Como médium soube viver, sem nunca comerciar seus dotes mediúnicos. Viveu pobre e exclusivamente dos seus vencimentos de oficial da reserva do Exército, reformado que foi no posto de capitão. Manteve sempre grande zelo pelos princípios esposados por Kardec, fazendo por onde, nos Grupos ou Centros por ele fundados, nunca existisse intromissão de rituais ou quaisquer influências alheias à doutrina do Codificador. Dedicou-se muito ao tratamento de casos de obsessão, chegando mesmo a, por várias vezes, levar doentes ao próprio lar, onde os hospedava junto de sua família. Passou por testemunhos sérios e sofreu ingratidões que soube perdoar, não desanimando nunca de servir. .

Desencarnou às seis horas da manhã do dia 16 de Junho de 1966, em Campos, cercado do carinho da família.

Cumpriu sua missão e retornou ao plano espiritual, deixando viuva a Sra. Baby Vieira Peixoto e nove filhos.

Este é o companheiro que partiu para a Grande Pátria, honrado pelo seu trabalho, deixando, é bem verdade, a saudade nos corações de quantos tiveram a felicidade de conhecê-lo pessoalmente, mas, bem maior é a alegria nos Planos Maiores da Espiritualidade, em recebê-lo na condição de Servo Fiel.

Que os pensamentos de todos os espiritas-crístãos de nossa terra possam elevar-se a Deus e a Jesus em benefício do nosso querido irmão PEIXOTINHO.

Material Enviado por Etelvino Pimentel Cyríaco Fonte: Revista REFORMADOR – Agosto de 1966, pag. 18 e 19

Raymond Auguste Quinsac Monvoisin nasceu em 31 de maio de 1790, em Bordeaux, França. Em sua produção destacam-se os retratos de políticos da França e da América do Sul, incluindo o imperador D. Pedro II, quando o artista morou no Brasil. Monvoisin voltou à França em 1858, quando o Espiritismo estava no auge, tornou-se espírita e adepto da homeopatia. Faleceu em Paris, em 26 de março de 1870, no momento em que trabalhava em uma série de retratos dos precursores do Espiritismo.

Coral Polge britânico "artista psíquica" morreu 29 de abril de 2001 tinha o dom de desenho morto, ela não sabia antes, apenas pelo contato com seus entes queridos vivos e ela fez isso sem nunca ter tomado nenhum desenho, aqui estão algumas das suas realizações;

Anna Cortázzio

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No Grupo Espírita André Luiz prestou seus serviços mediúnicos, no convívio amigo e fraterno dos irmãos que se uniram àquela casa.  E, durante esse período, enquanto residiu no Rio de Janeiro, teve a felicidade de reuni-los em sua residência, todos os domingos.

Do Rio de Janeiro foi para Santos. Isso em 1948. Em Santos freqüentou o Centro Espírita Ismênia de Jesus.

Foi em 1948, antes de mudar-se para Santos, que se deu o seu  sonhado encontro com Francisco Cândido Xavier, o Chico. Muitos outros se sucederam e, em Pedro Leopoldo, junto ao aconchego carinhoso do Chico, várias foram as reuniões de materialização e de tratamento realizadas.

Grande número das sessões no Grupo André Luiz e em Pedro Leopoldo são narradas por Ranieri em Materializações Luminosas.

Transferido para Campos em fins de 1949, iniciou seus serviços no Grupo Espírita Joana D Arc. Pouco depois, com o crescimento da freqüência no culto doméstico que fazia para seus familiares, nasceu o Grupo Espírita Aracy, seu guia espiritual e que, na última encarnação, fora sua filha.

Ao Grupo Aracy dedicou seus últimos anos de vida terrena.


Em 1954, a Revista Espírita publicou, pela primeira vez, o suposto retrato de Allan Kardec aos 25 anos – na verdade, era o retrato de Monvoisin e, até o momento, a origem da confusão ainda não foi esclarecida. O retrato apareceu novamente numa edição da revista de 1962 e, a partir de então, a imagem apareceu em várias publicações brasileiras como sendo do Codificador na juventude.
Entretanto, uma comparação entre os autorretratos de Monvoisin disponíveis no Museu Nacional de Belas Artes do Chile e no Portal das Artes chileno mostra a espantosa semelhança com a suposta imagem de Kardec aos 25 anos. A casa de leilões argentina J.C. Naón e Cia SA vendeu um autorretrato a óleo de Monvoisin, em dezembro de 2003, a um colecionador particular pelo equivalente a R$53 mil reais.

Ajude-nos a ajudar.

AUGUSTIN LESSAGE

PEIXOTINHO

Acordei com um encaixamento brusco no corpo, sentindo ainda uma espécie de tontura da volitação, mas com a consciência integral de tudo o que havia visto. Dessa viagem, saiu o segundo desunho ou planta baixa da cidade "Nosso Lar" e que corresponde ao Plano Piloto, segundo esclareceu depois Francisco Cândido Xavier (nosso querido Chico).
Difusão Espírita, de Araras, que, afinal o editou.


Uma delas foi um primo, que levou a notícia a Francisco Cândido Xavier. O bondoso médium de Uberaba se interessou e pediu-me que lhe levasse os desenhos, e qual não foi a minha surpresa quando me afirmou se tratar da cidade "Nosso Lar", correspondendo-lhe exatamente à forma.

Sob estímulo de seu carinho e compreensão, procurei grafar outros detalhes da cidade. Depositei nas mãos de Francisco Cândido Xavier, que se incumbiu generosamente dos detalhes complementares e do encaminhamento do material para o Instituto de Difusão Espírita, de Araras, que, afinal o editou.

A Condessa de Wachtmeister afirmou que ruídos como raspagens surgiam todas as noites de uma mesa de cabeceira junto ao leito de Blavatsky em intervalos regulares, outra vez uma vela voltou a acender todas as vezes que foi apagada. O cuco de um relógio que possuía se comportava às vezes como se estivesse vivo, cantando de várias maneiras diferentes e imprevisíveis, e às vezes suspirava ou grunhia; uma coruja empalhada que manteve em seu apartamento novaiorquino foi vista a piscar por várias pessoas, e cartas e bilhetes dos mestres se materializavam com frequência para ela e outros.[53][54] Às vezes apareciam luzes em torno de objetos ou elas pairavam no ar, e davam um choque elétrico quando tocadas.[55] Os fenômenos psíquicos que sempre a acompanharam foram a principal causa das inúmeras acusações de charlatanismo que sofreu. É preciso dizer que a maioria dessas acusações não puderam ser comprovadas, mas ela própria reconheceu que em alguns casos de fato se valeu de métodos fraudulentos para fazer valer suas proposições ou autenticar os fenômenos psíquicos que produzia. O problema maior para sustentação de sua credibilidade, desta forma, é a impossibilidade de se distinguir onde terminavam as fraudes e onde começavam as manifestações autênticas, cuja linha divisória permanece, para os pesquisadores modernos, uma incógnita.[46]

Fernand Desmoulin

Uma das mais famosas imagens de Allan Kardec não retrata o Codificador do Espiritismo. O desenho que mostraria Kardec aos 25 anos de idade, ao que tudo indica, é um autorretrato do pintor francês Raymond Monvoisin, segundo pesquisa realizada pela jornalista Sônia Zaghetto em 2007, do Museu Nacional de Belas Artes do Chile e do Portal da Arte, também do Chile, e patrocinado pela UNESCO.
Raymond Monvoisin, por força de assuntos particulares, em 1842, deixou a França e aportou na América do Sul. Em 1858, retornou à sua terra natal e testemunhou a convulsão que O Livro dos Espíritos causava por toda parte. Já idoso, compreendeu a importância da nova revelação e dela tornou-se um adepto operoso.
A dedicação do artista veio na forma de oito quadros, os quais foram doados ao casal Rivail (Allan Kardec e Gabrielle Boudet). A relação dos quadros foi publicada na Revista Espírita de julho de 1869: Retrato Alegórico do Sr. Allan Kardec; um autorretrato de Monvoisin; três cenas espíritas da vida de Joana D’Arc (Joana na Fonte, Joana Ferida e Joana sobre a Fogueira); o Auto-de-fé de Jan Huss; um quadro simbólico das Três Revelações (Moisés, Cristo e o Espiritismo) e a Aparição de Jesus entre os Apóstolos, após a crucificação.

Sardou, que já freqüentava a "Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas", presidida por Allan Kardec, não tarda em revelar-se um excelente médium. Participa de inúmeras experiências, todas coroadas de êxito e, em breve, através da mediunidade que hoje denominamos "psicopictografia", recebe uma série de desenhos magníficos, assinados pelo Espírito de Bernard Palissy.


A 2 de março de 1905, o jornal francês, "Liberté", publicou uma significativa carta de Sardou. Uma publicação inglesa promovera um inquérito sobre o Espiritismo e consultara, em primeiro lugar, o dramaturgo. Seu depoimento foi truncado na tradução e, em "Liberté" ele o ratifica. Reservamos ao capítulo que trata de sua correspondência, a narrativa pessoal dos fenômenos com eles ocorridos, despertando a atenção dos leitores para as descrições das experiências com a mesa, o episódio do piano e o incidente com o Espírito de Bernard Palissy.

O autor, Victorien Sardou, foi amigo pessoal de Allan Kardec e freqüentou a "Sociedade de Estudos Espíritas de Paris", em cujas reuniões viu desenvolver-se a sua própria mediunidade, que hoje denominamos "psicopictografia", isto é, a faculdade de desenhar e pintar em transe ou semi-transe.


Através do Espírito de Bernard de Palissy (1), desenhou e chegou mesmo a gravar em metal, — uma das técnicas de Palissy, — admiráveis trabalhos representando casas residenciais de conhecidos nomes da música e da literatura, em faixas espirituais de outros Planetas. Clichês e a descrição do modo como esses desenhos foram obtidos, ganharam espaço na própria "Revue Spirite". Todavia, a peça, estreiada a 8 de fevereiro de 1897, não chegou à observação e ajuizamento de Allan Kardec, já no mundo Espiritual desde 31 de março de 1869.

Maurice Quentin Delatour

Mas foi no dia 2 de março de 1979, quando vivi a mais fascinante experiência de minha vida. Vi-me saindo do corpo, conduzida por um Espírito que não pude identificar, seguindo para uma cidade espiritual que depois soube tratar-se da cidade "Nosso Lar", da qual André Luiz, no livro que leva o mesmo nome traça-lhe um perfil magnífico e esclarecedor.


Via a cidade com alguns detalhes, guardando, ao despertar, toda a recordação da experiência daquela noite maravilhosa que se interrompeu, em pleno amanhecer, quando o Espírito que me acompanhava convidou-me a regressar à Terra.
Não podia perder a visão de tão belo acontecimento e, assim, resolvi desenhar, retratando o que me foi possível conhecer naquela rápida visita. Esclareço que não sou desenhista, por isso, os desenhos que elaborei, procurando retratar o que vi, não podem ter pretensão técnica nem bastarem para refletir inteiramente a beleza das formas, gravadas no papel.


Apesar disso, fiz o desenho e guardei-o sem revelar nada a ninguém. Depois de três anos, repetiu-se a experiência, com mais nitidez, e pude ver além do que havia visto, enquanto volitava sobre a cidade, embebendo-me nos detalhes de sua paisagem. O Amigo Espiritual que me conduzia deixou-me num Departamento, na cidade, e foi para outro, atender a tarefas que lhe competiam. Permaneci à sua espera e, algum tempo depois, chamaram-me através de um aparelho de comunicação interna, à feição de telefone, para informar-me que deveria ficar naquela seção, uma vez que não convinha ir-me para onde ele estava, nas Câmaras, onde havia muito sofrimento, prevenindo-me que me buscaria para o regresso.

Acordei com um encaixamento brusco no corpo, sentindo ainda uma espécie de tontura da volitação, mas com a consciência integral de tudo o que havia visto. Dessa viagem, saiu o segundo desunho ou planta baixa da cidade "Nosso Lar" e que corresponde ao Plano Piloto, segundo esclareceu depois Francisco Cândido Xavier (nosso querido Chico).
Difusão Espírita, de Araras, que, afinal o editou.

VICTORIEN SARDOU

Pede a um amigo para lhe encomendar uma pequena tela, mas acaba por receber uma enorme tela quadrada de três metros de lado. Preparava-se para a cortar em pedaços mais pequenos, mas uma outra mensagem dá-lhe parecer contrário:
“Não cortes a tela. Vai acabar por ser executada e tudo acabará em bem. Segue as nossas instruções e nós vamos ocupá-la por inteiro, na perfeição… começa a pintar”.
Deste modo tem início a tarefa de Augustin, que se ocupa com a tela, para ele de dimensões monumentais (que, aliás, ainda hoje está patente na "Colecção de Arte Bruta" da cidade de Lausanne). Deu início à pintura, começando pelo canto superior direito da tela, que levou dois anos a concluir-se.
“…todas as noites pintava, depois de findo o trabalho na mina. Chegava a casa fatigado, mas assim que dava início à pintura, a fadiga abandonava-me imediatamente. O espírito condutor manteve-me, durante três semanas, na execução de um pequeno sector da tela. A minha mão mal se mexia. A minha paciência esgotava-se; o trabalho não avançava. E havia tanto por fazer!”
A partir de Julho de 1913 Augustin Lesage interrompeu o trabalho na mina para se dedicar à tarefa de médium de cura. Dezenas de enfermos afirmam ter sido curados por ele, e conseguiu ser declarado inocente em tribunal pela queixa que dele tinha sido feita em Janeiro de 1914, pelo exercício ilegal da medicina.
Foi depois mobilizado para a guerra, entre 1914 e 1916, época em que continua a desenhar, desta vez postais de correio ilustrados por si. Depois de desmobilizado retoma a pintura que não irá deixar daí em diante e até ao fim da sua vida.
Em 1921 recebeu a visita de Jean Meyer, director da Revue spirite, que se torna imediatamente o seu mecenas, o que permite a Augustin deixar definitivamente a mina em 1923, para se dedicar inteiramente à pintura.
Em 1925 expõe duas telas na “Maison des Spirites”, em Paris, sendo depois organizada a sua primeira exposição pública no Congresso Espírita Internacional, onde se encontra com Léon Denis e com Arthur Conan Doyle. É o começo de uma série de exposições, como a do Salão das Belas Artes (Salão de Outono) em Paris e também o Salão dos Artistas Franceses.
Em 1927 foi convidado pelo Dr. Osty do “Instituto Metapsíquico Internacional”, e solicitado pelo mesmo a apresentar-se no mesmo, que tinha sido fundado em 1920 por iniciativa de personalidades ligadas ao meio científico com o objectivo de estudar os fenómenos paranormais numa perspectiva racionalista.
É ali que Augustin – perante numerosa quantidade de assistentes – executou uma tela de 2 por 1,5 metros e deu início a uma outra de tamanho menor. Dos encontros realizados entre os dois, o Dr. Osty realizará um estudo que foi publicado pela primeira vez em 1928 na “Revista Metapsíquica”.

Historia

CORAL POLGE

Bernard de Palissy — ceramista e cientista francês, nascido em Lacapelle-Biron,
1510, desencarnado em Paris, 1589 ou 1590. Depois de uma série de viagens pelo sul da França, quando estabeleceu contatos com grandes humanistas, instalou-se em Saintes, por volta de 1540. Maravilhado com as cerâmicas antigas, decidiu investigar, por conta própria, os segredos dessa arte. Em 1556 ofereceu uma de suas primeiras obras, — um vaso de barro esmaltado, — ao rei Henrique II. Mas, por ser um fervoroso huguenote, foi aprisionado, sendo libertado pelo condestável de Montmorency, que o empregou na decoração do palácio Ecouen. Em 1570, auxiliado por seus filhos, executou, para Catarina de Mediei, uma gruta de cerâmica, nas Tulherias. Novamente perseguido por motivos religiosos, conseguiu escapar ao massacre da Noite de São Bartolomeu, 1572, refugiando-se em Sedan. Regressou a Paris em 1575, realizou duas conferências sobre suas concepções científicas, mas nem sua reputação iria livrá-lo das perseguições religiosas. Preso em 1588, foi conduzido à Bastilha, onde morreu. Distinguem-se em suas obras, quatro fases: peças com motivos retirados da natureza: a predominância de plantas e animais; relevos alegóricos; e a reprodução em metal de trabalhos de François Briot e outros. As técnicas empregadas por Palissy foram por ele descobertas através de ininterruptas observações. Foi, também um precursor da paleogeografia.
Na "Revue Spirite" de abril de 1858 há um curioso diálogo de Palissy com Allan Kardec, acerca das habitações nas esferas espirituais de Júpiter.

Chico, eu trouxe de São Paulo para lhe mostrar, uma pintura feita pela Anna Cortázzio, de uma Entidade que ela viu quando você orava num Chá Beneficente lá em São Paulo, explicou D. Guiomar Albanesi, empunhando um quadro delicadamente apresentado.
— Verei com prazer, — respondeu o médium.
Este diálogo se verificou na residência de Chico Xavier, em Uberaba, Minas, num sábado de fevereiro de 1980, quando tivemos a oportunidade de ouvi-lo. Evidentemente, todos os que estavam à volta se interessaram em conhecer a pintura.

— Gostaríamos de saber quem é este Espírito, acrescentou D. Guiomar, desenrolando o quadro.
Expectativa geral.
Todos admirando aquela bela figura feita com creiom preto.
Chico quebra o silêncio e exclama:
— A Anna é médium, mesmo! — (pausa) — É Emmanuel!
Surpresa geral, pois, não só a D. Guiomar, mas todos ali não haviam atinado com a semelhança desse quadro com o mais divulgado de Emmanuel, desenhado pelo pintor mineiro Delpino Filho — inspirado por um artista desencarnado, amigo de Emmanuel —, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, em 1948. Acreditamos que a diferença, no setor da identificação, era unicamente no estilo da distinta pintora que nos proporcionou, de novo, a imagem do Mentor Espiritual do médium Xavier.


Helena Blavatsky

Uma noite de 1911, tinha 35 anos, enquanto trabalhava no fundo da mina, muito assustado, ouviu uma voz que lhe anunciava:

“Um dia serás pintor!”.

A mesma mensagem foi-lhe de novo comunicada pouco tempo depois, sendo a última vez que um desses recados lhe foi participado em termos orais.
No ano seguinte iniciou-se no espiritismo, participando em sessões mediúnicas. No decurso de uma delas, numa presença que atribuiu à pessoa da sua falecida irmã Maria que falecera com três anos, começou a executar desenhos automáticos. Dessa vez foi por escrita automática, e por sua própria mão, que recados começaram a ser-lhe entregues: “As vozes que ouviste falavam a verdade: um dia serás pintor”.
Algum tempo depois novo recado lhe é ditado:

“Hoje não se trata de desenhos, mas de pinturas. Não tenhas receio e segue os nossos conselhos. De facto serás pintor e as tuas pinturas serão analisadas pela ciência. De princípio acharás ridículo. Seremos nós – através das tuas próprias mãos – que executaremos. Não procures compreender. Sobretudo, deves seguir os nossos conselhos. Antes de mais vamos-te indicar por escrito o nome dos pincéis e das cores que irás comprar na loja do Senhor Poriche, em Lillers. Vais lá comprar e encontrarás tudo aquilo de que necessitas.”

Lesage fez as compras indicadas e iniciou a tarefa. Nova mensagem:

“Agora vais trabalhar uma tela”.

Analisando o quadro, Chico continuou:
— É lindo… Emmanuel revela um olhar de autoridade consciente… Ele parece olhar para si mesmo… Como se estivesse vivendo conosco.
— E ele está revelando mais ampla maturidade… Olhem os cabelos brancos… Aparece também a túnica romana… — falou D. Guiomar apontando para o quadro.
Nessa altura, alguns entraram no diálogo pedindo mais esclarecimentos ao médium e à D. Guiomar.
— Os Espíritos envelhecem? — alguém perguntou.
— Emmanuel está escrevendo desde 1937, por nosso intermédio. Recebendo fluidos mediúnicos, terrenos, acredito que ele próprio impôs a si mesmo o aspecto de maturidade maior, na expressão de seu corpo espiritual, aceitando certa renovação, qual nós todos. Quando o Espírito é mais evoluído, ele plasma a própria fisionomia, como julga melhor, — elucidou Chico Xavier.
— A artista já retratou outras entidades espirituais? — perguntamos.
D. Guiomar explicou:
— Temos no Centro Espírita Perseverança, em São Paulo, um lindíssimo quadro do Espírito de Meimei feito também pela Anna. Lembra-se dele, Chico?
E, encerrando os comentários em torno daquela obra, da artista e médium Anna Grimaldi Cortázzio, residente em São Paulo, Chico respondeu:
— Sim. Recebi a primeira mensagem de Meimei em 1946. Hoje, em meu modo de ver, ela está mais linda. Aquele quadro é autêntico.

Os fenômenos paranormais que produziu ao longo de toda sua vida foram testemunhados por inúmeras pessoas, e se manifestavam em uma imensa variedade de formas. Perguntada por um repórter em Nova Iorque o motivo de ela produzi-los, disse que era uma das maneiras de provar a realidade do mundo espiritual e a existência dos espíritos.[52] Seu próprio pai era cético sobre seus poderes, até que ela o convenceu adivinhando o nome de um antigo soldado que somente ele conhecia.[53] Produzia sons variados e música sem auxílio de instrumentos; podia saber o que diziam ou pensavam pessoas a quilômetros de distância; muitas vezes previu o futuro;[45] era capaz de materializar objetos vários, que às vezes dava de presente, e de alterar as propriedades físicas de objetos pré-existentes, como quando certa vez em uma reunião com grande número de familiares e amigos fez uma mesa pequena se tornar tão pesada que ninguém conseguiu movê-la. Podia materializar desenhos sobre papéis em branco, no chamado processo de precipitação, descobriu a localização de pessoas desaparecidas, fez curas inexplicáveis pela ciência de então, levitava objetos, fazia aparecerem cenas e figuras em espelhos, fazia personagens de pinturas parecerem vivos e se mover. Outros fenômenos aconteciam em seu redor sem sua intervenção direta.

Elisabeth D'Esperérance, ou Madame D'Espérance, cujo verdadeiro nome era Mrs. Hope, foi médium de grande projeção, tendo servido de instrumento para as pesquisas encetadas por muitos sábios de sua época.
Sua carreira no campo mediúnico alcançou grande notoriedade, abrangendo o continente europeu e principalmente a Inglaterra.


Apareceu em público pela primeira vez, graças à interferência de T. P. Barkas, cidadão bastante relacionado na cidade de New Castle. Nessa época a médium era uma mocinha de educação média, entretanto, quando em transe mediúnico, demonstrava bastante discernimento das coisas, revelando um grau elevado de sabedoria, muito acima do consenso geral.
Extensas listas de perguntas eram elaboradas por Barkas, abrangendo vários aspectos da Ciência, e as respostas eram obtidas com incrível rapidez, e geralmente em inglês, porém, algumas vezes em alemão ou em latim.

Allan kardec e Victorien Sardou
No número de agosto de 1858, comentando o artigo, "A propósito dos desenhos de Júpiter", pela "Revue Spirite", Allan Kardec assim se manifesta a respeito de Victorien Sardou: "O autor desta interessante descrição, é um desses adeptos fervorosos e esclarecidos que não temem confessar alto e bom som as suas crenças e colocam-se acima da crítica daqueles que não crêem em nada que escape do seu círculo de idéias. Ligar seu nome a uma doutrina nova,
desafiando sarcasmos, é uma coragem que não é dada a todos. E nós felicitamos ao Sr. Sardou porque a possui.


Seu trabalho revela o distinto escritor que, jovem ainda, já conquistou um lugar de honra na literatura e alia, ao talento de escritor, profundos conhecimentos de sábio. É uma nova prova de que o Espiritismo não recruta entre tolos e ignorantes. Fazemos votos para que o Sr. Sardou complete, o mais breve possível, o seu trabalho tão auspiciosamente começado. Se os astrônomos nos desvendam, por sábias pesquisas, o mecanismo do Universo, por suas revelações os Espíritos nos dão a conhecer o seu estado moral e, como eles mesmos dizem, é com o fito de nos excitar ao bem, a fim de merecermos uma vida melhor!
Allan kardec